Apenas 22 km em direcção sudoeste separam este município da cidade de Madrid, em cuja área metropolitana está integrado.
Muito próxima de Fuenlabrada e de Parla, a sua população chega a aproximadamente 10.000 habitantes.
O vestígio mais antigo encontrado nesta região municipal é nada mais nada menos que um dolmén, mas aqui foram encontrados igualmente vestígios pré-históricos da Idade do Bronze. A quase definitiva organização provincial de 1833 deixou Humanes dentro das zonas limítrofes da província de Madrid, como de facto demonstra a segunda parte do seu nome. Por certo, na província castelhano-manchega de Guadalajara existe outro povoado denominado simplesmente Humanes. Como é o caso de muitas localidade que estavam próximas da grande urbanização da capital, abasteceu a mesma com os seus produtos agrícolas, fundamentalmente cereais e hortaliças, criação de gados como porcos ou ovelhas.
Muito diferente do actual município, que cresceu especialmente na década dos anos 70 do passado século e se converteu num núcleo industrial de considerável dimensão. Mas, as suas cenouras e alfaces ocupam ainda hoje um lugar de destaque na gastronomia madrilena. Goza de uma boa infra-estrutura em nível de serviços públicos na qual se destaca o Teatro Municipal, que leva o nome da autora e actriz Ana Diosdado.
É de interesse a igreja de Santo Domingo, que honra o padroeiro local e que foi edificada no século XVII. Pouco resta da mesma devido aos enfrentamentos bélicos da Guerra Civil do século passado, mas podemos contemplar a sua torre de estilo mudéjar toledano, restaurada em 1953, e similar às que se encontram nas redondezas e que podemos observar nas localidades de Cubas de la Sagra, Griñon e Móstoles. Outros vestígios do tempo são as paredes da capela, restaurada por sua vez em 1963. No seu interior está guardada uma talha do século XVII que representa Cristo da Columna, em madeira policromada, e a Virgem da Guia, do século anterior e igualmente policromada e de igual material.