
Situado no Palácio de Villahermosa (S. XIX), foi remodelado pelo arquitecto Rafael Moneo para albergar esta fabulosa colecção de pintura
A origem deste palácio remonta no tempo à altura em que foram elaborados os planos urbanísticos por Carlos III, monarca do iluminismo.
O lote foi originalmente comprado por um pintor da Corte, que neste construiu um casarão.
Na altura em que foi constituído o Salão do Prado como novo centro da moda na elite madrilena do século XVIII, o duque de Villahermosa compra o mesmo e derruba-o para realizar um projecto adequado aos novos critérios arquitectónicos provenientes do Neoclassicismo francês.

Quando o barão Heinrich Thyssen-Bornemisza tomou conta da colecção centrou os seus interesses nos períodos da história da pintura que o seu pai tinha prestado menos atenção.
Embora o barão tivesse continuado a comprar quadros de mestres antigos como Duccio, Kalf, Saenredam ou Goya; a sua mudança de critério levou-o a adquirir, sempre com grande sentido para reconhecer a qualidade, obras dos séculos XIX e XX.
A partir desse momento a sua busca centrou-se no impressionismo, pós-impressionismo, fovismo, os movimentos expressionistas alemães, as vanguardas e a pintura do pós-guerra europeu e americano.
Monet, Van Gogh, Picasso, Mondrian, Bacon ou Linchtenstein, nomes fundamentais da história da pintura fazem parte desta colecção.
Em Outubro de 1992, é inaugurado o museu após terem chegado a um acordo o barão Thyssen e o Estado espanhol, segundo o qual a colecção permaneceria em Madrid sob regime de aluguer. No espaço de apenas um ano o Estado comprava a colecção.

Composto por três andares, o museu oferece um percurso pela história da pintura ocidental desde o século XVIII até ao século XX, através de muitos dos seus representantes de maior destaque.
As obras mais importantes do museu são: os primitivos holandeses (Van der Heyden, Van Dyck...), a sala dedicada ao retrato (diversos autores de diferentes escolas do século XV. Holbein, Ghirlandaio, Juan de Flandes,...), as salas de Pintura italiana S. XVI (Rafael, Bronzino, Carpaccio,...), as salas de Pintura alemã S. XVI (Dürer, Cranach o velho, Grien...), o São Jerónimo de Tiziano, o Paraíso de Tintoretto, a Santa Catarina de Caravaggio, a Piedade de Ribera, as salas expressionistas, o Arlequim com o espelho de Picasso, o campesino catalão com guitarra de Miró, Castanho e Prata de Pollock, Verde sobre castanho de Rothko.



