Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial


Diversas vistas panorâmicas do Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial

Durante o império de Felipe II esta localização madrilena foi o lugar onde foram tomadas as decisões políticas mais importantes do mundo.

Declarado na actualidade monumento Património da Humanidade, Felipe II desfrutou do mesmo, organizando no El Escorial o seu palácio, a grande biblioteca e um panteão, onde descansam os seus pais, Carlos I e Isabel de Portugal, e os seus familiares e sucessores. O conjunto arquitectónico é completado por uma grande basílica e um mosteiro.

A última pedra foi colocada em 1584, seguindo sempre os projectos de Juan Bautista de Toledo e Juan de Herrera. O arquitecto desenhou igualmente as Casas de Ofícios, em frente da fachada norte do Mosteiro, e o seu continuador, Francisco de Mora, a Casa da Companhia.

A basílica alberga dois grandes cenotáfios: o do fundador, Felipe II, e de Carlos I, com as suas respectivas famílias, em ambos os lados do altar-mor. As esculturas orantes em bronze dourado são, como as do retábulo, do Pompeyo Leoni.

Sobre o Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial

Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial

Todas visitas ao recinto devem incluir uma descida ao Panteão dos Reis, onde descansam os restos tanto dos monarcas como as rainhas mães, desde Carlos I até a actualidade. Só existem duas excepções: as de Felipe V e de Fernando VI, que repousam na Irmandade de San Ildefonso, e as Salésias Reais em Madrid (Igreja de Santa Bárbara). O espaço ocupa uma capela circular situada abaixo do presbitério. Mármores e bronzes dourados decoram o lugar.

Felipe II era um admirador da pintura italiana da sua época. Portanto, tanto o mosteiro como as dependências do palácio foram decorados com obras de Zuccaro, Tibaldi, Cambiaso e Luca Giordano. As suas pinturas em fresco encontram-se repartidas pela biblioteca, sacristia, salas capitulares, claustro inferior, escadas principais e galeria das batalhas. O retábulo da sacristia é uma contribuição de Carlos II e uma obra de Claudio Coello. Existem igualmente esculturas de artistas italianos dos séculos XVI e XVII, como Bernini e Cellini.

Grande parte do catálogo artístico inclui pinturas de Bosch, El Greco (o martírio de São Maurício) e Velázquez (A túnica de José). O selo de Goya avista-se igualmente numa zona denominada "palácio do século XVIII", a partir da tapeçaria sobre cartões do artista aragonês.

 Detalhes Real Sítio de São Lorenzo de El Escorial

Entre as esculturas que compõem a decoração do El Escorial destacam-se as de Monegro. Existem igualmente diversas imagens de Cristo crucificado, realizadas em bronze por importantes artistas italianos dos séculos XVI e XVII, entre elas uma de Bernini, mas entre todas destacam-se as lavradas por Cellini, em mármore branco.

Carlos II contribui com o retábulo da sacristia, presidido pela obra mestre de Claudio Coello, A adoração da sagrada forma, e o grandioso ciclo de pinturas em fresco por Luca Giordano nas abóbadas da igreja e das escadarias.

Destacam-se igualmente diversas pinturas de Bosch, uma grande colecção dos mestres venezianos do século XVI, diversos quadros do El Greco, entre os quais O martírio de São Maurício, assim como A Túnica de José, de Velázquez.

O denominado Palácio do século XVIII foi decorado com um importante conjunto de tapeçarias sobre cartões de Goya e o mobiliário de estilo Carlos IV e Império.

A Casinha do Infante

A Casinhja do Infante

Igualmente conhecida como a Casinha de Cima, foi construída em dois anos para Dom Gabriel de Bourbon, filho de Carlos III. Em 1773 foi inaugurada esta casa de campo projectada ao estilo italiano conforme os desenhos de Juan de Villanueva, arquitecto da Casinha do Príncipe. O lugar dispõe de jardins aterraçados. Concebido como pequeno pavilhão de caça, a sua decoração é caprichosa e elegante, como elegante foi igualmente o seu uso como cenário para concertos em câmara e reuniões informais da Corte.


A Casinha do Príncipe

A Casinha do Príncipe

Foi igualmente edificada por Juan de Villanueva em 1772. De estilo neoclássico, a casa de campo teve como destinatário original o Príncipe de Astúrias, que seria coroado como Carlos IV. A estrutura relembra a principal pinacoteca do nosso país, o Museu do Prado. Na Casinha de Cima destaca-se a sua decoração, muito representativa da arte palaciana do século XVIII, na qual são muito significativas as tapeçarias, o mobiliário, as pinturas de temática mitológica e os diversos candeeiros e relógios.

Dados de interesse

Horário


Tarifa básica


Tarifa reduzida

Grupos de agências de viagem.


Tarifa mínima (necessário B.I. ou otro documento comprobatório)

Espanhóis e estrangeiros entre 5 e 16 anos. Grupos de Centros Educativos, acompanhados por professores, monitores e/ou tutores.

Escolas - Ateliês e Casas de Ofícios. Reformados, pensionistas e beneficiários da União Europeia.

Maiores de 65 anos da União Europeia. Estudantes espanhóis e estrangeiros. Portadores de deficiências espanhóis e estrangeiros.

Membros de associações nacionais ou internacionais de Museus e Crítica Artística. Cartão jovem europeu.


Acesso gratuito (necessário B.I. ou otro documento acreditativo)

Menores de 5 anos. Visitas concertadas de Centros Educativos. Consultar condições ligando para o número +34.914.548.800.

4ª feira, para cidadãos da União Europeia, prévia acreditação de nacionalidade.

Nos Museus em que exista visita livre e visita guiada, o acesso gratuito limita-se a visita livre.

Outros serviços oferecidos pelo Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial


Exposições temporais.

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