
A 12 quilómetros do centro da capital é possível chegar à Torre Eiffel de Paris, aos canais de Veneza e inclusive à grande muralha da China, também às praias da malagenha Costa do Sol, às principais cidades do norte da península e às ilhas espanholas de Canárias e Baleares.
A partir de qualquer parte de Espanha e de todo o mundo é possível chegar ao coração de Madrid em apenas algumas horas. Cada vez é maior o número de companhias que usam o nosso aeroporto como centro nevrálgico dos seus voos, tanto as que oferecem menos serviços, reflentindo-se no preço da passagem, como as tradicionais.
Companhias veteranas como Spanair, Air Europa e Iberia ampliaram as suas operações ao mesmo tempo que Barajas dá as boas-vindas às estrelas do conceito do voo com custo reduzido, Easyjet e Ryanair, e uma companhia espanhola com um futuro promissor, Vueling.

Centro de viagens e também ponto de encontro comercial e de negócios, Madrid-Barajas é um dos principais dinamizadores da Comunidade de Madrid, já que estimula toda a trama económica regional, facilitando o crescimento das empresas e o aumento do turismo.
Já longe fica o dia 22 de Abril de 1931, em que se abriu ao tráfego aéreo o primitivo espaço aeronáutico. Aquelas míticas conexões com Barcelona e Sevilha, a abertura da ponte aérea (estimulando a ideia de "chegar e voar") e os primeiros voos à Ibero-América e Europa, bem como o memorável Madrid-Nova Iorque de 1954, fizeram do aeroporto um dos motores propulsores da economia de todo o país.
77 anos depois, em Fevereiro de 2006, inaugurou-se uma construção sem precedentes na arquitectura espanhola. As modernas instalações do Aeroporto de Madrid-Barajas estão a ponto de cumprir o seu primeiro ano de existência. A tão ansiada ampliação culminou com uma nova área terminal composta por dois novos edifícios, o Terminal 4 e o Terminal 4 Satélite, que se somam aos três terminais que já existiam.
As obras do chamado Plano Barajas permitiram que se duplicasse o número de pistas e agora as 4 que o aeródromo madrileno tem conferem-lhe uma capacidade de até 120 descolagens e aterragens por hora (antes o máximo era de 78). Conste que nos referimos a possibilidades reais e não actuais (90 por hora), devido ao facto que ainda não opera com o número máximo de companhias.

O comércio electrónico também experimentou um arranque nos últimos anos e a passagem de avião é um dos produtos mais procurados. A perda do medo a possíveis fraudes e o uso cada vez maior dos avanços da tecnologia digital fizeram com que os utilizadores encontrem passagens mais baratas e com mais facilidade.
Portugal, Reino Unido, Marrocos, Itália, Alemanha, França e os países escandinavos são os destinatários do maior número de voos com base em Madrid. Uma interessante lista de localizações à qual se soma o gigante asiático, graças à companhia Air China, e Irlanda, através da Ryanair. É possível seguir o aumento do número de companhias, incessante nos últimos meses, por meio da página web da Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea.

Às companhias tradicionais, também conhecidas como "de bandeira", surgiram grandes concorrentes, que oferecem passagens de tarifa reduzida suprimindo serviços como a entrega de jornais e periódicos, a inclusão de um menu durante o voo e a impossibilidade de cancelar uma reserva.
Os utilizadores são beneficiados pela guerra de preços e qualidade, e são cada vez mais conscientes de que por um trajecto numa linha regular não terão de pagar grandes quantias de dinheiro, principalmente se a companhia aérea oferecer um pacote básico de serviços contratados. O passageiro que optar por voar em classes superiores também tem no Aeroporto de Barajas um amplo leque de opções.
Até 2006 os principais aeroportos com maior número de utilizadores de companhias de custo reduzido eram os de Palma de Maiorca, Barcelona, Málaga, Alicante e Girona. O de Madrid inaugura uma nova era.